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Tag: essência feminina

Quem sou eu além dos papéis que cumpro? A pergunta que toda mulher precisa fazer

“Você não precisa ser feroz o tempo todo. Você não precisa estar sempre certa. Você só precisa ser você mesma. Mas primeiro, você precisa lembrar quem é você.” Clarissa Pinkola Estés Durante anos quando alguém me perguntava: Quem é você? Eu prontamente respondia, Sou farmacêutica, Trabalho em uma multionacional, Sou mãe de menino E essas respostas eram verdadeiras pois são papéis que eu desempenho. Responsabilidades que eu carrega. Partes da minha vida. Mas então vem aquele momento, geralmente entre os 40 e 50 anos , em que algo se rompe. E a pergunta surge, inesperada e assustadora: Tirando tudo isso… quem sou EU? Se você já sentiu esse vazio, essa sensação de estar vivendo a vida de outra pessoa, de ter esquecido quem você é debaixo de todas as máscaras, este texto é para você. A vida vivida para fora Desde criança, você foi treinada para ser “boa menina”. Ser agradável. Não incomodar. Cuidar dos outros. Resolver problemas. Mediar conflitos. Ser útil. E você aprendeu tão bem que virou automático. Você se tornou: E no meio de tanto cuidar, resolver, mediar, sustentar… Você se perdeu Não de propósito. Não porque você quis. Mas porque ninguém te ensinou que você podia existir além dos papéis. Que você podia ter desejos que não servem a ninguém. Que você podia dizer “não” sem culpa. A crise de identidade não é fracasso, é despertar Se você está questionando tudo , casamento, carreira, amizades, propósito saiba: Você não está em crise. Você está despertando. A crise de identidade acontece quando a vida que você construiu para agradar os outros não cabe mais em você. Quando os papéis que você desempenha tão bem começam a sufocar quem você realmente é. E isso não é sinal de ingratidão. Não é egoísmo. Não é “fase”. É a sua alma dizendo: Chega. Agora é hora de voltar para casa, para dentro de mim. 5 sinais de que você está vivendo pelos papéis (e não pela essência) “Alguém pergunta: “O que você quer fazer no fim de semana?” E você trava. Porque você está tão acostumada a fazer o que os outros precisam que esqueceu o que você quer. Tirar uma tarde para ler, descansar, ficar sozinha — parece crime. Você só se permite parar quando está doente. E mesmo assim, de olho no celular. Seu “sim” é automático. Mesmo quando você está exausta. Mesmo quando não quer. Porque dizer “não” parece cruel, egoísta, errado. Você sorri nas fotos de família. Participa das reuniões. Cumpre as obrigações. Mas por dentro, sente que está atuando. Que existe uma distância entre quem você mostra e quem você realmente é. Você se sente vazia mesmo tendo “tudo” Você tem família, trabalho, conquistas. Mas algo falta. Algo que não é externo, não é objetivo, não é mensurável. É uma falta de você mesma. A mulher selvagem que vive em você A psicanalista junguiana Clarissa Pinkola Estés chama isso de Mulher Selvagem: a natureza instintiva, intuitiva, criativa e poderosa que vive em cada mulher. Mas essa natureza selvagem foi domesticada. Você foi ensinada a: E a Mulher Selvagem foi sendo enterrada. Camada por camada. Até você esquecer que ela existe. Mas ela está lá. Ela é aquela voz que diz “não” quando todo mundo espera “sim”. Ela é aquele desejo inexplicável de mudar tudo. Ela é aquela inquietação que não te deixa dormir. Ela é aquela certeza de que você nasceu para mais do que isso. Ela é você. A versão real, não editada, não domesticada. E ela está pedindo para voltar. O caminho de volta para si mesma Reconectar com sua essência não é encontrar algo novo. É lembrar quem você sempre foi, antes de aprender a se esconder. Aqui estão práticas para começar essa jornada: Faça a pergunta: “O que EU quero? Não o que sua família quer. Não o que seria “sensato”. Não o que as pessoas esperam. O que VOCÊ quer? Comece com coisas pequenas: – O que eu quero jantar hoje? – Que tipo de música eu quero ouvir? – Com quem eu realmente quero passar tempo? Parece bobo, mas você está treinando sua voz interior a falar novamente. Resgate hobbies e paixões antigas O que você amava fazer antes de virar adulta e responsável? Desenhar? Dançar? Escrever? Caminhar na natureza? Faça isso. Sem objetivo. Sem precisar ser boa. Só porque sim. Pratique o “não” sem justificativa Quando alguém pedir algo e você não quiser fazer, diga: “Não posso dessa vez.” Ponto. Sem explicação. Sem desculpas. Sem culpa. Você não deve satisfação da sua energia a ninguém. Passe tempo sozinha, de verdade Não com Netflix. Não com celular. Sozinha, em silêncio, consigo mesma. Deixe a inquietação vir. Deixe o tédio aparecer. Deixe as emoções surgirem. É ali, no vazio, que você vai se encontrar. Mas e se eu mudar e perder tudo? Esse é o medo, né? E se eu voltar para mim mesma e meu casamento não sobreviver? E se eu parar de agradar e as pessoas me abandonarem? E se eu escolher a mim e for chamada de egoísta? Aqui está a verdade difícil: Algumas coisas vão mudar. Algumas pessoas vão sair da sua vida. Porque quando você para de viver para os outros, quem estava ali só pela conveniência vai embora. Mas sabe o que também acontece? As pessoas certas ficam. E novas pessoas chegam. Aquelas que te amam pela sua essência, não pelos seus serviços. Aquelas que querem você verdadeira, não você performática. Aquelas que celebram sua liberdade, não te prendem na sua utilidade. E você descobre que não precisa ser tudo para todos. Você só precisa ser você mesma para quem merece. Você não precisa ser perfeita, você precisa ser real Durante toda a sua vida, você ouviu: “Seja boa.” “Seja útil.” “Seja agradável.” Mas ninguém disse: “Seja você mesma.” Então você aprendeu a se moldar. A se esconder. A performar. E agora, décadas depois, você está cansada. Cansada de agradar. Cansada de cuidar de todos menos de você. Cansada de viver uma vida

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